O VIII Encontro de Coros Cênicos em Ribeirão Preto celebrou a união entre canto coral e expressão teatral, reunindo grupos que exploram repertórios variados e encenações criativas. Realizado nos dias 19 a 23 de novembro no espaço do Teatro Cauim, o evento ofereceu ao público apresentações que mesclaram técnica vocal, dramaturgia e presença cênica, fortalecendo o diálogo entre tradição e inovação no cenário coral brasileiro.
O Coral Municipal de Jundiaí é um coletivo vocal dedicado à promoção do canto coral na cidade e região. Formado por coralistas amadores e entusiastas, o grupo alia rigor técnico a uma proposta comunicativa, apresentando repertórios que transitam entre o erudito e o popular e valorizando a expressão cênica como parte integrante da performance.
Fundado em 2011, o Coral Municipal de Jundiaí consolidou-se ao longo dos anos como referência local em formação vocal e projetos culturais. Passou por diferentes fases de direção que contribuíram para o amadurecimento artístico do grupo. Atualmente, a regência está a cargo de Vastí Atique, que, junto à equipe técnica, tem ampliado as possibilidades de repertório e as ações formativas oferecidas aos coralistas.
O repertório do coral é eclético e cuidadosamente selecionado para explorar contrastes dinâmicos, timbres e texturas vocais. O grupo apresenta peças do repertório clássico coral, arranjos populares e composições contemporâneas, sempre com atenção à clareza interpretativa e à expressividade. A proposta artística privilegia a integração entre técnica vocal e elementos cênicos, transformando cada apresentação em uma narrativa sonora envolvente.
Além das apresentações regulares na cidade, o Coral Municipal de Jundiaí promove oficinas, workshops e ações educativas voltadas ao aperfeiçoamento vocal e à difusão do canto coral. Essas atividades buscam formar novos coralistas, fortalecer a comunidade musical local e aproximar diferentes públicos das linguagens do canto coletivo.
O Coral Municipal de Jundiaí representa a cidade em eventos e encontros regionais e nacionais, apresentando projetos temáticos e espetáculos que valorizam a cultura local. Sua participação em mostras e festivais tem sido reconhecida pela qualidade técnica e pela capacidade de estabelecer diálogo com plateias diversas, consolidando o grupo como um importante agente cultural da região. Nos últimos anos, o coral ampliou sua atuação fora do município, levando a identidade jundiaiense a palcos nacionais; em 2025, por exemplo, destacou‑se no VIII Encontro Brasileiro de Coro Cênico em Ribeirão Preto, onde estreou o espetáculo Pela Estrada — Canções do nosso Brasil, uma programação temática que celebra a cultura local e a diversidade musical por meio de arranjos cuidadosos e encenação cênica integrada.
Na Minha Terra Tem— Cezar Elbert / Vavá Roriques; arr. Cezar Elbert
Vida do Viaiante— Luiz Gonzaga / Hervê Clodovil; arr. Eduardo Carvalho
Anunciação— Alceu Valença; arr. Renate Stephanes
Ai que Saudade D’ocê— Vita Farias; arr. Eduardo Carvalho
Baião de Quatro Toques— Zé Miguel Visnil e Luiz Tatit; arr. Manoel Fiqueiredo de Abreu
Sabiá— Tom Jobim / Chico Buarque; arr. Esmeralda Ruzanowsky
Romaria— Renato Teixeira; arr. Eduardo Carvalho
Vira‑Virou— Kleiton e Kledir; arr. José Pedro Boésic (monitores)
Águas de Março— Tom Jobim; arr. Fillipede Matos Rocha
Brasil— Cazuza; arr. Guilherme Terra
Roda Viva— Chico Buarque; arr. Cozzella
Desde que o samba é samba— Caetano Veloso; adapt. Eduardo Lakschevitz
Redescobrir— Gonzaguinha; arr. Diogo Marques
Piano: Cintia Campos
Percussão: Luiz Henrique de Oliveira


O Coral Unisul nasce e se desenvolve no âmbito da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), instituição comprometida com a formação acadêmica e a difusão cultural na região Sul do estado. Ao longo de sua história, o grupo consolidou-se como um núcleo artístico que integra estudantes, professores e colaboradores, atuando tanto em atividades internas da universidade quanto em festivais e encontros coralísticos que ampliam seu alcance regional e nacional
Nascido no ambiente universitário, o Coral Unisul consolidou‑se ao longo dos anos como um núcleo de referência para a prática coral acadêmica na região Sul. Sua trajetória é marcada pela integração entre ensino, pesquisa e extensão, o que se reflete na qualidade das montagens e nas ações formativas promovidas pelo grupo. A direção musical e a condução artística são realizadas por profissionais da universidade, que coordenam a preparação vocal e a construção dramatúrgica das apresentações.
O repertório do Coral Unisul é diversificado e pensado para explorar timbres, texturas e possibilidades cênicas. O grupo apresenta obras do repertório coral tradicional, arranjos populares, composições contemporâneas e peças autorais, buscando sempre uma linguagem que dialogue com públicos variados. A proposta artística privilegia a integração entre técnica vocal e elementos cênicos, transformando cada espetáculo em uma experiência narrativa e sensorial.
Além das apresentações institucionais e de temporada, o Coral Unisul promove oficinas, ensaios abertos e projetos educativos voltados à formação de novos coralistas e à difusão do canto coletivo. Essas iniciativas aproximam a comunidade acadêmica e a sociedade, fortalecendo a prática coral como instrumento de formação cultural e social.
O Coral Unisul representa a universidade em encontros, festivais e mostras regionais e nacionais, apresentando projetos temáticos que valorizam identidades culturais e promovem o intercâmbio artístico. Sua atuação tem sido reconhecida pela qualidade técnica, pela criatividade cênica e pela capacidade de estabelecer diálogo com plateias diversas, consolidando o grupo como um importante agente cultural no cenário acadêmico e coral.
No VIII Encontro Brasileiro de Coros Cênicos, realizado em Ribeirão Preto, o Coral Unisul apresentou o espetáculo Trevo Sul: Caminhos que se Encontram, uma montagem que combina repertório vocal, direção cênica e roteiro pensado para dialogar com plateias diversas. A participação do grupo no encontro foi registrada em apresentações realizadas em 20 de novembro de 2025, quando o coral levou ao palco uma proposta que mescla tradição coral e experimentação cênica, reforçando seu compromisso com a inovação artística
Maria Miranda da Silva
